sábado, 4 de setembro de 2010

Belfast!

Manhã do dia 27 de julho. Nosso destino: Belfast, capital da Irlanda do Norte.Ao contrário de todas as outras viagens, desta vez não fomos de avião, e sim de ônibus! Preço da passagem: 20 euros, sim mais caro que muitas passagens de avião! Aproximadamente 170km de distância de Dublin! Nosso objetivo era tentar achar algumas outlets, já que a cidade é muito famosa por suas roupas baratas e visitar a calçada dos gigantes. Saímos da rodoviária de Dublin, às 8h da manhã! Chegamos em Banbridge por volta das 10h, onde teriam varias lojas de marcas famosas e com um grande desconto, tais como Diesel, Tommy Hilfiger, Nike, Puma, Calvin Klein, GAP, Billabong, Armani, entre outras. Nossa expectativa era de realmente comprar roupas muito baratas, assim como compramos em Glasgow. Porém não sei se a época que fomos foi imprópria, mas os preços não estavam tão baratos como imaginávamos. Realmente havia muitos descontos, “70% off” mas a camiseta ou calça que custava cerca de 150 libras, agora estavam vendendo por apenas 45 libras. Queria comprar algo realmente barato, tipo camisetas de marca por apenas 10 libras! Isso só foi possível achar em algumas lojas, mas com pouca variedade entre modelos de roupas e tamanhos. Ao sairmos das outlets, fomos em direção a cidade de Belfast, para isso seria necessário irmos do shopping até o centro de Banbridge, para lá pegarmos o ônibus para a cidade de Belfast.

Chegamos a Belfast às quatro e meia da tarde. Queríamos ainda tentar fazer o passeio da calçada dos gigantes ainda naquele dia, coisa impossível! Ao nos informarmos na central de atendimento ao turista, informaram-nos que o tour para a calçada dos gigantes sai todos os dias às 9 horas da manhã e volta no final da tarde. Decidimos então ficar uma noite em Belfast, já que tínhamos o centro de Belfast pra conhecer e o lugar onde foi construído o Titanic.

Fomos bater umas fotos em frente à prefeitura de Belfast, e depois procurar pela doca onde se construiu o mais famoso navio do mundo. No caminho aproveitamos para bater fotos de alguns pontos interessantes no centro de Belfast. Opiniões a parte, você indo para Belfast você não pode deixar de visitar onde foi construído o Titanic, mas não existe nada de mais especial!
No nosso hostel nos indicou um ônibus, o qual pagamos 20 libras, saímos as 8h do hostel e fomos em direção a calçada dos gigantes. Até chegarmos ao destino final, nosso ônibus passou por vários pontos interessantes para bater fotos, como castelos medievais e planaltos.

Ao chegarmos ao condado de Antrim onde localiza-se a calçada dos gigantes, a primeira vista impressiona qualquer um, a paisagem no local é muito bonita. É chamada de calçada dos gigantes devido ao conjunto de cerca de 40 milhões de colunas de basalto em forma hexagonal e encaixada umas nas outras parecendo uma calçada. A formação deveu-se a uma erupção vulcânica ocorrida a cerca de 60 milhões de anos atrás. O seu formato hexagonal deve-se a sua composição atômica. Já a lenda conta que os gigantes em questão, um era cidadão irlandês denominado é Finn MacCool que queria enfrentar o outro gigante escocês, Benandonner. O problema seria a falta de uma embarcação para ligar Irlanda e Escoócia. Para acabar com isso o irlandês decidiu criar uma calçada ligando as duas ilhas usando as grandes colunas de pedras. O escocês aceitou o desafio e foi até a Irlanda. Devido a isso a esposa de MacCool de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebê. Quando o escocês se deparou com tal situação pesou: “Se o bebê é deste tamanho, imagina o tamanho do seu pai!” Voltou para a Escócia correndo e para não ser perseguido por MacCool destruiu a estrada enquanto voltara, restando apenas as pedras que hoje lá estão.


Após a visita a calçada dos gigantes o tour nos levou até a ponte feita de corda que liga o continente a uma pequena ilha de Carrick. Para se passar pela ponte é necessário pagar uma contribuição que está em torno de três libras.

Infelizmente nossa viagem até Belfast não nos encheu os olhos. Esperávamos mais da cidade, das outlets, não sei se a estação que chegamos foi imprópria, mas não conseguimos bons preços. Mas devido a estarmos na mesma ilha que a Irlanda do Norte e um acesso tão fácil, não poderíamos deixar de visitar.

sábado, 7 de agosto de 2010

A sorte sorriu!

Oportunidade para muitos dos brasileiros que se encontram na Irlanda, os carrinhos que circulam pela Grafton Street levando os turistas ou até mesmo os próprios irish antes e depois da balada, alguns bebaços depois da balada, já renderam muitas histórias, ainda mais para quem trabalha lá, e uma das que mais me chamou a atenção foi que: “No final do ano passado, após Bono Vox tocar na Grafton ele pegou uma carona e pagou 60 euros e ainda puxou o carrinho!”, verdade ou mentira? Ninguém vai saber nos dizer! Mas tenho uma história a se contar que aconteceu conosco ontem, quando trabalhávamos Rogério e eu!

Começamos sempre a trabalhar por volta das 22h, e aquela noite estava uma desgraça. Movimento muito fraco, esperamos para ver se o movimento melhorava após a saída das pessoas da balada. Foi quando em frente a Diceys um senhor sozinho nos pediu para levar ele até o Fitzwillian Casino, fizemos o preço pro tiozinho de 10 euros! Ele topou pagar e começamos a viagem! No meio do caminho conversa vai, conversa vem, ele me pergunta de onde éramos. Respondi que éramos brasileiros. Nisso ele solta a pérola: “I hate brazilians guys” (Eu odeio brasileiros), perguntei a ele se ele tinha algum motivo, respondeu que acha o nosso país muito bonito, as mulheres são muito bonitas, mas não tinha nenhum motivo pra não gostar dos brasileiros. Simplesmente não gostava de nós e pronto! Faltando uns 200 metros para chegar ao local combinado, eis que nosso “cliente” sente falta da sua jaqueta! Começou a se desesperar e não sabia o que fazer. Comprometi-me com ele que voltaríamos pelo mesmo caminho e se eu achasse sua jaqueta lhe devolveria. Ofereceu-nos uma recompensa de 100 euros, já que dentro do bolso da sua jaqueta estava seu iPod. Deixamos ele no Cassino e nos pagou a viagem, dando mais 5 euros de gorjeta. Falei ao Rogério, que tinha uma vontade maior de achar a jaqueta não só para ganhar os 100 euros, mas também para o Irlandês nunca mais falar mal dos brasileiros. Voltamos Rogério e eu conversando sobre o fato, mas nenhum dos dois lembrava-se de ter visto ele subir no carrinho com a jaqueta na mão ou vestido com ela! Voltamos pelo mesmo caminho conforme combinado, eis que avisto a jaqueta, com tudo dentro como ele tinha perdido. Na mesma hora apanhei o celular e liguei para o celular, mas estava desligado. Fomos até o cassino e perguntamos ao segurança se um senhor de baixa estatura com barba havia entrado no cassino há poucos minutos. O segurança confirmou e permitiu a entrada do Rogério para entregar a jaqueta em suas mãos, o irlandês ao pagar a recompensa sugerida deu um abraço no Rogério e ficou muito contente por ter sua jaqueta de volta. Nós mais ainda por conseguirmos salvar nossa noite que estava uma desgraça!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Oxegen Festival!

Oportunidade de trabalho! Assim encaramos a possibilidade de trabalhar na Oxegen, um dos maiores festivais de musica eletrônica da Europa. “Isso é coisa pra louco, Diogo”, “Tem que ter força de vontade pra conseguir trabalhar lá!”. Foi isso que as pessoas falavam quando eu comentava que iria trabalhar na Oxegen. Decidimos encarar o desafio, Felipe e eu querendo provar a todos que nada era impossível e me dispondo a trabalhar em serviços que eu já imaginava que trabalharia antes de sair do Brasil. Para conseguirmos trabalhar contamos mais uma vez com a ajuda do nosso flatmate, o Cimei. Ele que deu aquela forcinha pra gente passando os nossos nomes pra empresa que organizara o evento.
Após a gente passar na primeira seleção, precisávamos comprar as barracas e os utensílios necessários para se trabalhar num evento daquele tamanho. Barraca, sleeping bags, botas, capa de chuva, entre outros itens. Estávamos escalados para chegar ao local do evento na 5ª feira à tarde. Ao chegar, deparamos com o tamanho do evento. Algo imensurável. Dentro das principais atrações do evento estavam, Jay Z, David Guetta, Black eyed peas, Eminem, Groove Armada e Fatboy Slim.
Montamos a nossa barraca, de antemão imaginávamos um camping aberto, no máximo coberto, mas algo que todo mundo fosse dormir próximo uns dos outros. Foi quando vimos que nosso lugar para dormir se tratava de stables, isso mesmo o lugar que estava sendo a sede do festival era um hipódromo e o nosso lugar para dormir seria no lugar dos cavalos! Acredito que por se tratar de um estábulo todo mundo imagina que seria algo sem condições de uma pessoa dormir, pois enganem-se. Cada estábulo tinha condições de sediar até quatro pessoas pra dormir. Chuveiro com água quente a qualquer hora do dia e as refeições muito boas. De café da manhã, recebíamos um prato com duas salsichas, um ovo frito, uma fatia de bacon, feijão com molho de tomate, uma espécie de bolinho de batata e um negócio que parecia morcilha frita, típico café da manhã irlandês. Já de almoço, como o próprio nome em inglês já diz, um lunch, na maioria dos dias um sanduíche com frango e salada. Já a janta era comida salgada, macarronada, carne, arroz, peito de frango. Confesso que da comida não tinha do que reclamar.

Das pessoas que estavam trabalhando por essa agencia cerca de 70% eram brasileiros e outros 30% entre poloneses e lituanos. Na quinta-feira a noite foi o dia de conhecermos o pessoal, saber como funcionava o trabalho e nos organizarmos.

Receberíamos a notícia que deveríamos começar a trabalhar no dia seguinte as 6h da manhã. Ao acordar na sexta feira pela manhã e ver aquele batalhão de gente, me deu a entender que estaria num quartel general. De início até achei necessário a atitude dos supervisores estarem falando alto e querendo manter a organização das pessoas, até porque muitos nunca tinham trabalhado num evento desses e pra não virar bagunça. Mas imaginava eu que com o passar do tempo a educação por parte dos coordenadores reinaria nos estábulos. Começamos a juntar o lixo que as pessoas que estavam acampando deixavam no caminho entre os acampamentos. Antes de ir trabalhar, muitos nos avisavam que deveríamos manter muita atenção já que tínhamos a oportunidade de achar diversas coisas entre elas, dinheiro! Não pensava eu que após a primeira noite de shows num palco secundário (ainda não havia começado o festival) o pessoal já tinha calibrado tão bem a marcha lenta! Na primeira hora de trabalho tive a oportunidade de achar um celular e um passaporte europeu. Sim um passaporte, imagina aonde estava a cabeça do cidadão! Após trabalharmos pela manhã, voltamos ao Q.G. e ganhamos uma pausa e deveríamos voltar a trabalhar a uma e meia da tarde. Agora nosso serviço era diferente, trabalhávamos para manter limpo o pátio que as pessoas que vinham do acampamento para o show. No meio delas tinha uma revista, onde as pessoas eram vistoriadas, já que não podia entrar com bebida alcoólica. Ao se começar a trabalhar começamos a achar muitas latas de cerveja fechada. Alguns começaram a guardar nas mochilas, já que pensamos que seria proibidos leva-las conosco. Com o passar do tempo fui promovido no meu serviço. Comecei a cuidar dos latões de lixo. Deveríamos mantê-los vazios para que os seguranças depositassem os copos e garrafas que as pessoas traziam consigo. Com certeza o serviço não era fácil. Mas a chance de não se ter um supervisor no seu pé e falando direto no seu ouvido, já melhorou e muito. Assim trabalhamos até a meia noite, com pausa apenas para a janta de meia hora. David Guetta, Jay Z, Groove Armada e Fatboy Slim, os shows daquela noite já não tínhamos mais condições de assistirmos pois eles começaram as 10 da noite. No dia seguinte, sábado mesma coisa, começaríamos a trabalhar as 6h da manhã e a 1 e meia da tarde. Assim foi até que no meio da tarde de sábado juntamente com o cansaço, e o machucado nos pés devido o uso da bota, já que tínhamos que andar no barro molhado e a chuva ia e voltava, era impossível trabalhar sem elas. Decidimos abortar o serviço por volta das 21h de sábado, mais um motivo tinha show do Black eyed peas. Ao sair do serviço para ir para a janta decidimos não voltar para o trabalho. Jantamos e com as cervejas que juntamos na portaria na sexta e no sábado decidimos curtir o show do Black eyed peas! Confesso que eu nunca tinha visto um show de uma banda internacional e achei simplesmente sensacional.


Trabalhamos no domingo novamente e conseguimos encerrar o expediente mais cedo e deu para assistir ao show do Eminem. Domingo era o ultimo dia do festival, e na segunda-feira começávamos a limpar o acampamento. Muito me diziam que as pessoas que estavam no festival ao irem embora deixavam seus pertences no local do festival. Mas eu não imaginava que era tanto. Milhares de barracas do mesmo jeito que se foi instalada, comida, roupa, equipamentos de acampamento, entre outros. Realmente não dava de entender como as pessoas daqui não se prendem as coisas materiais. Na segunda-feira todas as pessoas que estavam limpando os banheiros, e as outras áreas, se juntaram para limpar a área dos shows e os acampamentos, parecia um arrastão! Primeiramente passava um trator juntando todos os lixos maiores como barraca e as cadeiras, e logo em seguida formávamos uma linha de fora-a-fora do campo e cada um ia catando o que via na sua frente. Aí atrás da gente ficavam os supervisores, verificando se havíamos juntado todos os pequenos lixos, desde papel de bala até bituca de cigarro era pra se juntar. Palavras como “C’mon guys”, “keep moving”, “Pay attention in the small rubbish behind you”. Essas frases ficarão na mente de todas as pessoas que trabalharam na Oxegen. Como a maioria das pessoas que estavam trabalhando eram brasileiros, dava de perceber que a dificuldade do trabalho era semelhante a todos. E com a brasileirada não tinha tempo ruim, toda hora estávamos cantando, pra fazer o tempo passar mais rápido. Mas na terça-feira as coisas mudaram, mais um dia de chuva e aí dificultou mais o trabalho. Na hora do almoço contávamos com ir no Q.G. e trocar nossos pertences para os de chuva. Foi quando colocaram todos debaixo de uma tenda e serviram o nosso lanche de almoço lá mesmo. Foi deprimente o negócio! O serviço que já não ajudava, os supervisores que dificultavam mais o serviço, juntou com a chuva e o cansaço e se juntamos a mais 21 brasileiros, e decidimos abandonar o barco e voltar para nossa casa! Não gostaria de ter desistido no meio do caminho, mas realmente não foi fácil conseguir ficar até o final!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Coming back!

Já se passaram cinco meses de Irlanda, final do mês de julho completo meus seis meses de curso de inglês, e agora, o que fazer? Pois é chegou a hora de decidir o que fazer, já que em relação a emprego não está fácil. Varias opções de emprego apareceram, nenhuma delas foram fáceis. O critério que se usa para selecionar as pessoas aqui confesso que ainda não entendi, mas vi que um dos critérios, talvez mais que no Brasil o famoso Q.I. (quem indica) aqui é muito forte. Não foi nem uma e nem duas vezes que tentei emprego e levei um não, e depois de um conhecido indicar para trabalhar no local, aí fui chamado. Por incrível que pareça numa agência de empregos daqui cheguei a deixar 2 currículos diferentes (um de cleaner, e um de housekeeping, faxineiro e pra trabalhar em hotéis respectivamente) e não consegui ser chamado para nenhum dos dois, após um dos nossos flatmates nossos nos indicarem, aí sim me chamaram para trabalhar numa gráfica. Por isso que digo a muitos que chegaram aqui a pouco tempo, que o tipo de currículo não influencia nisso, você tem que ter um bom Q.I. Acredito que devido a crise que está acontecendo na Europa a começar pela Grécia, tenha chego até na Irlanda. Por isso acredito que é melhor programar a volta ao meu querido Brasil brasileiro. Confesso que se tivesse um trabalho fixo por aqui e pudesse completar o meu um ano de estadia em solo irlandês, voltaria para o Brasil com todas as metas alcançadas.

A qualidade de vida aqui em Dublin é invejável. A se começar com a educação dos irlandeses, desculpa, obrigado, bom dia, boa tarde, até amanhã, são palavras corriqueiras no vocabulário deles.

Pois é povo brasileiro, pensando nisso decidi realmente em marcar a minha passagem de retorno para o Brasil. Dia 7 de outubro as 20h estarei chegando em Florianópolis. Por que outubro? Porque um dos meus outros objetivos aqui na Irlanda seria em setembro ir para a Oktoberfest de Munique na Alemanha. Sendo assim programamos Tiago e eu de fazer uma Eurotrip, conhecendo as principais cidades europeias, e terminando nosso passeio em Munique! Abaixo segue a lista das nossas cidades que visitaremos a partir do dia 8 de setembro até o dia 2 de outubro! Ao todo mais de 13mil quilometros percorridos pela Europa, entre trens e aviões.

Alemanha – Frankfurt / Colônia / Berlim / Munique

Áustria - Viena

Bélgica – Bruxelas

Espanha – Barcelona / Madri

Holanda – Amsterdã / Eindhoven

Inglaterra – Londres

Itália – Milão / Roma / Veneza / Florença

Polônia – Varsóvia / Katowice (Museu da II Guerra mundial)

Portugal – Lisboa / Porto

Republica Checa – Praga

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Escócia - Glasgow e Edimburgo

Escócia dia 1o de Junho ao dia 3 de junho!

Estou aqui para contar novamente como foi uma das nossas viagens até agora mais emocionante. Foi a vez de conhecer Glasgow e Edimburgo, na Escócia na companhia dos amigos Felipe Coutinho e Tiago Damazio. A maneira mais em conta foi ir de avião de Dublin até Prestwick, uma cidade a cerca de 50km de distância de Glasgow. Nosso objetivo era ficar três dias na Escócia, dormir um dia em Glasgow e um dia em Edimburgo. Preço da passagem? 6 euros pra ir e 6 pra voltar. Caro? Sim já teve promoção por 3 euros!

Oito e quinze da manhã do dia 1º de junho, era a hora da saída do nosso vôo do aeroporto internacional de Dublin, com destino a Prestwick na Escócia, uma pequena cidade ao sudoeste de Glasgow com aproximadamente 15 mil habitantes. Porque Prestwick e não Glasgow? Sim tem aeroporto em Glasgow, mas em virtude da Ryanair ser uma das companhias do tipo lowfare, os aeroportos dela são longe dos pontos principais das cidades, no caso de Glasgow a uma distancia de 45km. Dentro do próprio aeroporto já há uma passarela direta com a estação de trem a qual liga Prestwick a Glasgow, no valor de £3,40. Diferente dos outros lugares que eu já visitei, ali há uma pessoa dentro do trem efetuando a cobrança e emitindo seu ticket de viagem.

Glasgow é a maior cidade da Escócia e a terceira mais populosa do Reino Unido, a cidade situa-se nas margens do rio Clyde. No final do século XIX a cidade ultrapassou a marca de um milhão de habitantes e passou a ser a 4ª cidade mais populosa da Europa, ficando atrás apenas de Londres, Paris e Berlim. Já na década de 1960 diversos projetos reassentaram parte da população em cidades novas e subúrbios periféricos, juntamente com mudanças nas fronteiras locais, reduziu-se então a população da atual de área de autoridade unitária da cidade de Glasgow para quase 600mil habitantes. Na área urbana da grande Glasgow pode se contar com uma população de quase 1 milhão e 800 mil pessoas.

Ao contrario de outras viagens já feitas até então, essa nós fomos sem nenhum roteiro em mente, esperamos chegar primeiro para ver o que visitar. Uma hora de trem e chegamos ao centro de Glasgow. Ao chegar, conseguimos nos localizar por placas e mapas espalhados pelo centro da cidade que indica os principais pontos a serem visitados na cidade. Primeiro ponto turístico a ser visitado foi o Modern art gallery,ao chegar uma coisa nos chamou a atenção, um cone na cabeça do cavaleiro em frente ao museu, logo pensamos qual foi o brasileiro que passou lá e fez tal “obra de arte” ao entrar na galeria vimos que realmente a tal decoração pertencia a exposição que estava tendo no local!

Ao sair da galeria de arte moderna fomos visitar a George Square, uma das principais praças da cidade. Ao lado da praça localiza-se a sede Glasgow city council aberto em 1888, próximo dali o General Post Office construído em 1878. Após isso decidimos procurar o nosso hostel que havíamos reservado no dia anterior para deixar nossas mochilas, já que sabíamos que o hostel seria um pouco fora do centro da cidade. Após providenciarmos um mapa foi possível localizar onde pousaríamos uma noite. No próprio hostel nos indicaram os lugares interessantes a serem visitados na cidade.

Um dos lugares para se visitar era o Jardim Botânico. Boa época a se visitar já que as flores estavam no seu auge. Alvo de muitas fotos o jardim botânico foi criado em 1817 por Willian Hooker, o qual foi o professor regente de Botânica da universidade de Glasgow, no começo o jardim era palco de concertos e outros eventos e em 1891 o jardim foi incorporado nos parques e jardins da Cidade de Glasgow.


Estava chegando a noite e era a nossa hora de nos alimentar, fomos procurar algo no supermercado para cozinharmos no hostel, opção mais barata? Pizzas em promoção no supermercado! 3 pizzas por 5 libras, ah estando em terras escocesas não poderia faltar o famoso Uísque escocês! Ir para Escócia e não tomar um Uísque é como ir pra Roma e não ver o papa! Compramos uma garrafa de Grants! Apenas 10 libras! No Hostel foi possível fazer amizade com pessoas de vários lugares do mundo, entre eles um francês, uma australiana e uma Romena que sabia mais coisas sobre o Brasil que eu! É interessante como as pessoas ficam maravilhadas ao saber que somos brasileiros. O carinho que as pessoas têm pelo nosso país!

Fomos sair para conferir a noite em Glasgow, era uma terça feira, sinceramente um fracasso! Não sei se foi devido ao dia da semana, ou porque a cidade é fraca na noitada mesmo!

No outro dia de manhã era a vez de arrumar as coisas e partir em direção a Edimburgo. Fomos até o centro da cidade para comprar nossa passagem para ir até Edimburgo. Logo a primeira ideia que nos veio em mente seria ir de trem. O trem sempre é a melhor maneira de nos locomover, já que é um dos transportes mais rápidos, sem trânsito e sem duvida o mais seguro. Mas nem sempre o mais barato. O preço da passagem para Edimburgo era de £20,80 ida e volta. Decidimos procurar uma outra alternativa, o ônibus! Fomos até a rodoviária e conseguimos por £9,60 ida e volta. Simplesmente a metade do preço! Após uma hora de viagem chegamos ao outro lado da costa escocesa. Como não se encantar com Edimburgo? Logo ao chegar à cidade foi possível avistar um monstruoso castelo no centro da cidade. Simplesmente maravilhoso! Começamos a listar os lugares a serem visitados. Ao sair da rodoviária de Edimburgo fomos imediatamente dar entrada no nosso Hostel, dessa vez conseguimos uma verdadeira pechincha, cinco libras para passar uma noite! Sim isso mesmo cinco libras. Tudo bem era um quarto com sete beliches, mas isso não tem importância nenhuma. Voltamos para o centro da cidade para começar a bater as muitas fotos do local! Logo em frente a saída do nosso Hostel tivemos a vista de um dos hotéis mais luxuosos da cidade e também um dos pontos turísticos da cidade, o Balmoral Hotel. O Hotel foi aberto em 1902 e foi desenhado pelo arquiteto W. Hamilton Beattie. Em fevereiro de 2007 foi confirmado que a autora J.K. Rowling terminou o livro da série Harry Potter neste Hotel. “J.K. Rowling terminou de escrever o livro no quarto 652 em 11 de janeiro de 2007”.

Próximo dali foi possível avistar o Scott monument, o qual possui cerca de 60m de altura e é possível ter uma boa visão da cidade escocesa. Para se ter acesso ao topo do monumento e ter a vista da cidade deve-se subir por uma série de escadas em espiral estreita de 287 degraus. Para entrar paga-se um valor de 3 libras. O monumento é do autor Sir Walter Scott e foi construído a partir de Xisto e petróleo deixando assim a indesejável cor de fuligem negra. Há quem diga que o monumento pareça um foguete gótico! John Steell foi o encarregado de esculpir a estátua monumental de Scott que ficaria entre as quatro colunas da torre. A estátua de mármore em carraro branco mostra Scott com o seu cão Maida ao seu lado. A construção começou em 1841 e durou quatro anos. A torre foi concluída no outono de 1844. Na década de 1990 o monumento foi fechado para restauração a qual custou aproximadamente dois milhões e 500 mil libras.

Ao sair dali fomos conferir talvez a principal atração turística de quem vai a Edimburgo, o seu castelo situado no alto de uma montanha, com as paredes de pedra surgindo de um penhasco vulcânico. A rocha que serve de base para o castelo teve três de seus lados cortados pelas antigas geleiras formando uma posição defensiva natural que serve de fortaleza desde a Era do bronze. A história diz que no local já foi construído vários castelos e o primeiro foi construído no reinado de Davi I em 1130, foi residência real até a União das Coroas, em 1603. Uma das fortalezas mais importantes do Reino da Escócia o castelo de Edimburgo teve envolvimento em muitos conflitos históricos desde a Guerra da Independência Escocesa no século XIV. A partir do século XVII o castelo tornou-se uma base militar com uma grande guarnição. Sua importância foi reconhecida no século XIX onde desde então começaram alguns programas de restauração do castelo. O castelo também abriga o Scottish National War Memorial e Museu da Guerra Nacional da Escócia. Hoje o castelo está aberto para a visitação e o custo da entrada é de 14 libras. Ao chegarmos em frente ao castelo já eram quase 4 horas da tarde e o castelo fica aberto para visitação das 8:30 às 17h. A dica que nos deram quando chegamos foi de ter pelo menos 2 horas livres para conhecer tudo que o castelo tem a dispor.

Após irmos até o castelo, passamos por outros lugares interessantes a serem visitados como a praça do Parlamento, a St Giles’ Cathedral. No meio do calçadão foi possível avistar um canadense fazendo arte na rua. Seu espetáculo na hora que passamos era deitar numa cama de pregos e uma menina subir em cima da barriga dele.

Após isso foi a hora de voltarmos ao hostel e comprar nos alimentar, já que queríamos aproveitar a noite em Edimburgo. Na ida ao supermercado encontramos um brasileiro, o qual nos deu dicas de bons lugares para ir. Mais uma noite mal sucedida! Aproveitamos a noite para tirar fotos da capital escocesa à noite.

Ultimo dia da nossa viagem, hora para aproveitar para comprar as lembranças da cidade e conhecer os pontos turísticos que faltaram entre eles o Carlton Hill. Lugar muito interessante para capturar varias fotos da cidade, e monumentos antigos. Era hora de voltar para a cidade Glasgow, preferimos sair um pouco mais cedo por precaução. Chegamos por volta das 14h em Glasgow e fomos visitar o Clyde Auditorium e o Clyde arc. O primeiro deles lembra muito o Opera house de Sydney embora esta não tenha sido a inspiração dos projetistas, o que era na verdade uma série de cascos de navios em herança da sua construção naval, já a ponte sobre o rio Clyde foi concluída em abril de 2006 e inaugurada em 18 de setembro de 2006 e seu projeto prevê a duração de 120 anos. É perto do Clyde auditorium e do Clyde arc que se localiza a sede da BBC Escócia.

Era a hora de pegar o trem novamente e voltar para Prestwick e voltar para Dublin. Ao comprar o ticket de trem na estação central, mostra-se a passagem de volta e você ganha 50% de desconto no preço da passagem de trem.

A todos que forem para a Escócia e quiserem ter a oportunidade de conhecer as coisas com calma por lá, recomendo que faça esse mesmo roteiro, ficando pelo menos um dia em cada cidade. Meu parecer sobre as cidades, é que Glasgow é uma cidade mais moderna e com clima de metrópole, e Edimburgo já é uma cidade mais histórica. Ambas as cidades são muito baratas o custo para se visitar o local.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Opinião dos alunos a respeito da Escola Success College!

Olá, queridos leitores! Este é um post de utilidade pública sobre um dos assuntos mais questionados pelas pessoas que desejam vir à Irlanda: a escola. Resolvi falar especialmente da Success College, onde estudo 15 horas por semana. Entrevistei alguns classmates e a direção da escola, e dividi o post em seis tópicos que podem sanar boa parte das dúvidas dos futuros intercambistas...

Chegada do estudante a Dublin

Diogo Bähr: O que um aluno que decide estudar na Sucess College pode esperar da sua recepção e da acomodação estudantil? Qual estrutura será fornecida a ele?

Success College: A escola oferece serviço de recepção no aeroporto, levando o aluno diretamente para a sua acomodação. Todas as acomodações do colégio ficam num raio de até 2 kms do colégio, facilitando assim o trajeto do aluno para a escola que pode ser feito caminhando em no máximo 25 minutos. Todas as casas são completamente mobiliadas, com cozinhas equipadas com fogão, geladeira, freezer além de toda a louça e utensílios necessários para o preparo dos alimentos. Há ainda internet wireless para todos os moradores e televisão. São quartos duplos e partilhados apenas com estudantes do colégio.

Diogo Bähr: Qual o método utilizado para analisar em que nível o estudante assim que chegar irá cursar?

Success College: É realizado um teste de nível no primeiro dia do aluno na escola para determinar o nível do mesmo. O aluno é observado pelos professores nas primeiras semanas podendo ser realocado de turma caso seja necessário.

Estrutura e contato com estrangeiros

O estudante de 30 anos Alneto Maciel, natural de Porto Alegre (RS) e há oito meses na Irlanda pensa que “a estrutura da escola é muito boa em comparação a das outras escolas. As salas de aulas são bem estruturadas, possuem equipamentos adequados e boa iluminação”.

Já estudante de 27 anos Vanessa Fell, natural de Novo Hamburgo (RS) e há quatro meses na Irlanda tem uma opinião diferente. Segundo ela, a Success College “possui uma estrutura básica para os estudos, com salas de aula e pequeno espaço para recreação. Os alunos são predominantemente brasileiros (cerca de 90%). A escola possui um quadro bem enxuto de professores”.

Apesar disso, Vanessa reconhece o esforço da instituição em tentar melhorar a qualidade das aulas: “a escola tem procurado no último mês reorganizar toda a sua estrutura, admitindo dois novos professores, alterando a didática da aula, para dois professores lecionarem (um para passar gramática, seguindo o livro, e o segundo professor, após o intervalo, para passar mais vocabulário).”

Questionada sobre o tema, a Success College listou uma série de argumentos: “professores nativos e qualificados, amplas salas de aula multimídia, computadores para uso livre dos alunos, internet wireless gratuita, cantina e espaço de lazer, além de um corpo diretivo que possui mais de 10 anos de experiência no setor educacional Irlandês”.

A escola também ressalta que os estudantes não são apenas brasileiros. Há alunos de todas as partes do planeta, como das “Ilhas Maurício, Romênia, Polônia, Espanha, Itália, França, Letônia nos cursos de inglês somando-se aos alunos de Tecnologia da Informação que são oriundos da África do Sul, Zâmbia, Malaui, Nigéria, Serra Leoa e Camarões. No atual momento, a maior porção dos alunos nos cursos de inglês é a de origem brasileira, o que deve ser alterado com o início do verão e a chegada dos alunos europeus em cursos de curta duração”.

Vantagens e desvantagens

Alneto Maciel avalia que a Success College “tem uma boa estrutura, fácil localização, muitos professores são altamente capacitados para a condução e desenvolvimento das aulas, fácil comunicação com a direção da escola. Bom custo beneficio para os estudantes. Contudo, a alguns professores falta método, didática ou fundamentos para ensinar de forma simples e correta para os alunos”.

Já a jornalista gaúcha Vanessa Silva Gonçalves Costa, de 28 anos e há 2 meses na Irlanda, analisa outros aspectos: “vantagens: perto de onde eu moro, direção preocupada em resolver os problemas e professores preocupados em trazer material extra para as aulas, quando as nossas dúvidas surgem. Desvantagens: estrutura pequena e muitos alunos por sala”.

Aprendizado

O estudante de 24 anos Tiago Damázio, natural de São José dos Campos (SP) e há 3 meses na Irlanda, considera satisfatório seu retorno educacional, porém acredita que “poderia aprender mais se a escola focasse mais em gramática, o livro que a escola acompanha não é muito bom para isso (acredito que a maioria das escolas de Dublin utilizam ele)”.

Já Vanessa Fell ressalta que o nível de aprendizado está relacionado ao empenho do estudante: “para mim, esta sendo válido, pois, no meu caso, necessito de mais vocabulário, e seguindo o livro, com os textos discutidos em aula, estou aos poucos atingindo este objetivo. Se a escola possuísse um local a mais para estudos, como laboratórios, seria interessante. Mas creio que o crescimento depende muito do interesse do aluno estudar e revisar conteúdos fora da sala de aula”

Por que escolheu a Success College?

Tiago Damázio — assim como grande parte dos alunos brasileiros — ressalta que escolheu a escola devido à melhor oferta de preço, enquanto Vanessa Costa optou pela indicação da agência de intercâmbio e em função do site da escola.

Apoio extraclasse

A Success College não se limita apenas a lecionar o inglês nas salas de aula. A escola também oferece apoio aos alunos na retirada dos documentos necessários para se obter o visto de estudante e ajuda na busca de empregos: “a escola realiza alguns seminários sobre trabalho – JOB SEMINARS – e também os professores se disponibilizam para corrigir e aprimorar os currículos dos alunos. É dado ainda todo o suporte ao aluno para abertura da conta bancária, retirada do número do PPS, carteira do estudante e, o mais importante, o visto de estudante.”

Minha visão

Como vocês puderam observar, as opinões variam bastante de aluno para aluno. Por isso, acredito que o sucesso do estudante depende muito mais do seu interesse em aprender o inglês. É claro que a escola deve oferecer sempre o melhor, mas se não nos empenharmos não veremos resultado.

O que posso afirmar com certeza é que sempre me divirto nas aulas, meu nível de inglês melhorou muito e fiz bons amigos na Success College. Acho que é suficiente!

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Quero agradecer o apoio dos meus classmates e da escola, que me ajudaram a elaborar esse post respondendo os temas sugeridos.

Para quem não conhece, a Success College teve início no ano de 2008, primeiramente oferecendo cursos de inglês apenas para os europeus, principalmente poloneses, romenos, italianos e espanhóis. Após a aprovação do Departamento da Educação da Irlanda pelo órgão ACELS e registro junto à Imigração em dezembro de 2008, a escola passou a receber estudantes de fora da Europa, em sua maioria vindos das Ilhas Maurício e do Brasil.

Mais informaçõe sobre a escola no site www.successcollege.ie, também disponível em português.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Supermercados

Para quem vem para a Europa e pergunta, como será a comida lá? Os preços são muito diferentes daqui? Como faço para economizar na comida, será que é possível? Todas a essas questões eu pretendo sanar neste post. Ao contrario do Brasil, aqui não se tem grandes supermercados no centro da cidade. Temos alguns supermercados de franquias europeias tais como o Lidl, Tesco e o Aldi. Alguns produtos são de uso específico de cada supermercado. O Lidl é o supermercado de uma franquia alemã, alguns produtos como linguiça, salsicha e gostoso rollmops só podem ser encontrados lá.

Algumas cervejas baratas também podem ser encontradas no Lidl, mas confesso que a cerveja mais barata que encontrei até hoje foi no Aldi. Já o Tesco, esse é talvez o supermercado mais popular da Europa, possui franquias em grandes cidades europeias. A maioria das ofertas está lá. Possui uma prateleira chamada reduced que nelas encontramos os produtos que estão prestes a vencer, aí para não se jogar fora é vendido pela metade do preço, ou mais barato. Confesso que há alguns produtos um tanto quanto esquisito, tal como o feijão ao molho de tomate, ainda não tive coragem de experimentá-lo. Abaixo pode-se conferir alguns dos produtos mais baratos e consumidos pelo nosso apartamento!